Como transformar uma dor pessoal em debate público?
A campanha nasceu de um episódio vivido pelo CEO da Bistrô e tinha dois grandes desafios:
- transformar uma experiência pessoal em uma pauta de interesse público;
- mostrar que emojis aparentemente inofensivos podem carregar códigos de violência e misoginia digital.
Além disso, a campanha precisava ser lançada em um momento estratégico, próximo ao 8 de Março, ampliando sua possibilidade de repercussão.
O conceito partiu da identificação de códigos usados em comunidades misóginas na internet e transformou emojis em símbolos para representar diferentes manifestações de violência digital.
O urso foi escolhido como símbolo central da campanha.
A estratégia foi estruturada em 3 frentes:
01 — Pitch estratégico
Grande imprensa e trade press.
02 — Distribuição regional ampliada
Expansão da pauta para diferentes mercados.
03 — Release ancorado em história real
Relato pessoal + dados sobre violência de gênero + respaldo acadêmico.
Um urso, uma carta e um convite
A ação ganhou desdobramento com o livro “A carta enigmática”, produzido em parceria com a autora Natália Mansan, além da distribuição para escolas e uma ação direcionada a jornalistas e veículos estratégicos.
A pauta foi construída como uma reportagem, apoiada em três elementos:
- relato pessoal
- dados sobre violência de gênero
- aval acadêmico da PUCRS
A universidade trouxe respaldo científico e credibilidade ao tema, aproximando a pauta do jornalismo social.
O trabalho resultou em uma presença midiática robusta e consistente.
Em 2024, o reposicionamento do museu gerou:
▪️Cerca de 1.000 matérias espontâneas em veículos de todo o país
▪️Cobertura em portais nacionais, TV, rádio, revistas e colunas culturais
▪️Centimetragem superior a R$ 10 milhões
Esse impacto ampliou:
▪️A visibilidade institucional
▪️O público visitante
▪️O engajamento
▪️O diálogo com setores culturais, educacionais e institucionais
▪️OCUPA MAB, que convidou coletivos negros para ocupar simbolicamente o museu
▪️Feira das Artes Gráficas, conectando tradição e inovação visual
reforçaram sua vocação como espaço de resistência e criação.
de pessoas impactadas
matérias e ativações mapeadas
rádios receberam a entrevista
Uma pauta que antecipou um debate nacional
O material destaca que o debate sobre misoginia digital ultrapassou o ciclo da imprensa e passou a dialogar com uma discussão legislativa mais ampla, incluindo o PL da Misoginia.
Essa é uma informação muito forte porque transforma o case de:
“fizemos uma campanha que teve mídia”
em:
“criamos uma pauta que participou de uma conversa maior da sociedade.”