2025 me ensinou que ocupar espaços também é um ato de liderança

O ano de 2025 ficará marcado no meu percurso profissional e pessoal como um tempo de consolidação, coragem e conquistas que vão além dos números. Liderar a Si Comunicação neste período significou crescer, sim, mas sobretudo reafirmar propósito: construir narrativas relevantes, conectar marcas a contextos reais e ocupar espaços que historicamente não foram pensados para pessoas como eu. 

Ser uma mulher negra à frente de uma agência de comunicação ainda é, infelizmente, exceção e talvez por isso mesmo carregue um peso simbólico tão grande. Não se trata apenas de uma trajetória individual, mas de representar possibilidades, abrir caminhos e mostrar, na prática, que competência, visão estratégica e liderança não têm um único rosto.

Ao longo de 2025, celebramos resultados, fortalecemos parcerias, ampliamos repertórios e enfrentamos desafios que exigiram maturidade, escuta e tomada de decisão firme.

Cada conquista veio acompanhada da consciência de que liderar também é assumir responsabilidade sobre quem caminha com você. É criar ambientes onde as pessoas possam ser quem são, pensar diferente e entregar o seu melhor. É entender que comunicação não é só sobre visibilidade, mas sobre impacto, coerência e verdade.

Olhando para 2026, o cenário que se desenha é complexo, intenso e, ao mesmo tempo, cheio de oportunidades. Teremos um ano marcado por eleições, Copa do Mundo e pelo avanço acelerado da inteligência artificial: três forças que atravessam diretamente o modo como marcas, líderes e instituições se comunicam. 

A Copa, mais do que um evento esportivo, movimenta emoções, identidades e narrativas coletivas. As eleições exigem ainda mais responsabilidade, clareza de posicionamento e cuidado com o discurso público. Já a inteligência artificial nos desafia a repensar processos, eficiência e criatividade, mas principalmente a refletir sobre ética, diversidade e autoria. A tecnologia pode acelerar caminhos, mas nunca deve substituir o olhar humano, a sensibilidade cultural e a consciência social.

Entrar em 2026 com esse repertório acumulado me faz acreditar que o futuro da comunicação passa, necessariamente, por lideranças que saibam equilibrar estratégia e humanidade. Que usem dados e tecnologia sem perder o senso crítico. Que entendam que ocupar espaços não é um fim em si mesmo, mas um meio para transformar estruturas e ampliar vozes.

Tenho orgulho do que construímos em 2025 e sigo confiante de que o próximo ano será mais um capítulo de crescimento, aprendizado e impacto real.

Porque quando uma liderança negra ocupa espaços, ela não chega sozinha, ela carrega histórias, abre portas e ajuda a redesenhar o que vem depois.

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